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TÓPICO SEM TÍTULO!
Sim!
O texto do tópico abaixo foi reaproveitado de um trabalho pra faculdade e, portanto, tive que me isentar de alguns comentários os quais deixo para fazer agora:
- O filme é muito bom e o indico a todos. Não percam a oportunidade de acharem Dustin Hoffman lindo e Robert Redford - o galã-mór da geração da minha mãe - pagando de gatinho enquanto podia! Na época em que o filme "Jogo de Espiões" foi lançado, não tinha entendido o porquê de tanto bafafá ao escalar Brad Pitt e Robert Redford para uma história na qual o personagem de Redford, um agente da CIA prestes a se aposentar, seria o mentor do espião interpretado por Pitt. É, finalmente, pra mim, tudo faz sentido, agora.
rsrsrs
Escrito por Rafaela Leal de Freitas às 19h29
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Watergate: exemplo- mor de como fazer jornalismo
As palavras funcionam como armas e foi partindo desde conceito que o diretor Alan J. Pakula abriu seu filme Todos os Homens do Presidente (All the President's Men, 1976) com a imagem e o som de uma máquina de escrever sendo manuseada nervosamente, sobreposta ao estalo de um tiro.
A máquina em questão encontrava-se na redação do jornal norte-americano Washington Post; os repórteres que a usavam eram Bob Woodward e Carl Bernstein e as palavras que datilografavam atingiram fatalmente o presidente Nixon.
Todos os Homens do Presidente , adaptação do livro homônimo escrito por Bob e Carl, não se limitou a ser um mero exemplo de como fazer um bom cinema, mas, também, de como fazer um bom jornalismo. Bob e Carl, interpretados pelos atores Robert Redford e Dustin Hoffman respectivamente, são personagens reais de um dos mais importantes episódios da História Política norte-americana: o caso Watergate.
O fato foi tratado pela mídia como sendo um simples assalto à sede do partido democrata no ano de 1972, mas, os repórteres – profissionais com os dias contados no jornal – foram além dos fatos publicados e, seguindo pistas, conseguiram chegar às informações que levantaram as suspeitas de pessoas no alto escalão do Governo Republicano de Richard Nixon – e o próprio presidente - a estarem envolvidos em uma rede de espionagem.
Sob o viés jornalístico, o mais interessante nessa história é a persistência dos repórteres em investigar os fatos contraditórios que apuravam; nem que a busca pela verdade custasse um dia inteiro na procura pelos nomes de políticos e assessores em bibliotecas entre os milhares de registros de usuários ou uma noite movida a um “porre” de cafeína à espera da colaboração de uma fonte importante.
Falando nisso, outro aspecto a se considerar numa análise jornalística do caso Watergate foi como uma regrinha básica do processo de realização de uma reportagem que fora brilhantemente respeitada pelos repórteres: a preservação das fontes. Bob e Carl faziam as matérias sem comprometer e citar nenhum dos entrevistados, o que, segundo o editor-chefe, comprometia a veracidade da informação e, por isso, suas matérias não eram publicadas.
Um dos entrevistados ainda recebeu um codinome para que ganhasse as páginas do jornal: Garganta Profunda era o “apelido” da fonte que se encontrava com Bob às escondidas e lhe revelava as mais importantes informações. Em tempo: a verdadeira identidade de Garganta Profunda só foi revelada pelo próprio informante em entrevista à revista e Vanity Fair e confirmada pelo jornal Washington Post em 2005, após mais de 30 anos do escândalo de Watergate. A fonte secreta era Mark Felt, ex-funcionário do FBI.
O filme também retrata casos mais triviais do cotidiano de uma redação como a insatisfação dos profissionais ao levarem um furo de reportagem do jornal concorrente, no caso, o New York Times, e a busca insaciável pelo lead perfeito.
Bob e Carl, profissionais então sem prestígio no jornal estariam a um passo do desemprego, conseguiram chegar até Nixon que, em 1974 não viu outra alternativa senão renunciar de seu cargo presidencial. Os jornalistas não só fizeram a reportagem que lhes valeu sua permanência no jornal, como foram personagens de um dos casos mais clássicos do jornalismo – se não for o mais importante.
Todos os Homens do Presidente funciona como exemplo prático daquele jornalismo ensinado nas escolas de comunicação que, para os mais céticos e conformistas, não passa de uma forma utópica de se conseguir mudar efetivamente o curso da história.
Uma prática jornalística, desenvolvida de maneira séria e competente, mais compromissada com a responsabilidade social da profissão, não está muito longe de ser atingida; com o perdão do clichê: basta que o jornalista esteja comprometido com a sociedade.
Dentre estes bons ganchos para se entender a prática jornalística, Watergate também é didático ao retratar o lado “obscuro” da mídia – sobretudo o jornalismo, ou seja, quando ela pode ser denominada como “o quarto poder”. Trinta anos depois do caso, a imprensa, agora informatizada, ganhou uma arma ainda mais potente do que aquelas máquinas obsoletas do passado.
Escrito por Rafaela Leal de Freitas às 19h16
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Por motivos acadêmicos, tive que me afastar das atividades que envolviam as atualizações desse Blog e de outros serviços extracurriculares, como fotologs, msn e afins. Mas, como já é de praxe, agosto é o mês dos tópicos atrasados.
Escrito por Rafaela Leal de Freitas às 19h10
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“Vôo Noturno” poderia ser melhor (e esse título, também)

Mais um da série "Tinha tudo para ser genial". O mais novo filme que participará do nosso "ranking" dos "quase" é Vôo Noturno (Red Eye, 2005).
Dirigido por Wes Craven diretor de [A hora do pesadelo (1984), Amaldiçoados e da trilogia Pânico], Vôo Noturno começa bem, retratando a relação quase que paranóica entre norte-americanos e aviões na era pós-11/set. (E sem querer, nós, brasileiros, faremos uma analogia ao caos nos aeroportos do país, mas isso é outra história...).
Liza, interpretada por Rachel McAdams, (Tudo em Família e Meninas Malvadas) é gerente de um famoso hotel em Miami e viaja para o Texas quando a avó morre. Na volta, é surpreendida no saguão do aeroporto com o cancelamento de seu vôo.
Durante a espera conhece um homem (Cillian Murphy, de Batman Begins e Café da Manhã em Plutão) que se apresenta sugestivamente como Jackson Ripper (homônimo de um certo serial killer estripador), que pretende embarcar no mesmo vôo para Miami.
Quando o avião é liberado para fazer a viagem, Liza tem uma surpresinha: o misterioso homem, coincidentemente, sentará no assento ao lado do seu. O que a gerente só descobrirá depois de muita conversa é que ela, na verdade, é uma refém de Jack, que a obriga fazer uma ligação pro hotel em que trabalha pedindo que os funcionários mudassem o número do quarto no qual se hospedaria um figurão político e sua família. O “novo” quarto dos hóspedes seria, então, alvo de um atentado promovido por pessoas ligadas a Jack. Caso Liza não conseguisse intermediar a troca, outro capanga de Ripper mataria o pai da moça.
Ótimos ingredientes para uma trama sufocante que foram muito bem conduzidos até metade do filme, mas antes do avião pousar em Miami, o diretor Wes Craven perde o controle do vôo (me perdoem o trocadilho).
A narrativa perdeu aquele gás (que deveria ser) indispensável em filmes de suspense e acaba se rendendo aos clichês e situações surreais onipresentes nas atuais histórias de perseguição envolvendo bandido –mocinho (mais freqüentemente, “mocinha”). É como se o lendário Freddy Krueger se transformasse no mascarado medonho, mas sem graça, de Pânico.
Mesmo assim, Vôo Noturno tem bons momentos e, para que gosta de filmes do gênero, os 85 minutos da fita valem a pena. É um filme legal, principalmente quando se assiste sem grandes expectativas.
Título Original: Red Eye
Gênero: Suspense
Duração: 85 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2005
Site Oficial: www.redeye-themovie.com
Direção: Wes Craven
Escrito por Rafaela Leal de Freitas às 01h35
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Bizarrices
Ontem, traindo um pouco os princípios das minhas férias, madruguei às dez horas da manhã para assistir à final da Copa São Paulo de Futebol Juniores.
Não me considero uma pessoa supersticiosa - não visto branco no Ano Novo, não como romã no dia de reis - mas se tratando de futebol (e outros esportes que eu gosto) cometo minhas bizarrices. Assisti ao jogo no mesmo sofá em que me sentei durante todos os jogos da competição que presenciei. No outro sofá sempre ficava meu pai ou meu cachorro. Mas, ontem, meu pai não estava em casa e meu cachorro, nervoso ou com preguiça, não quis ficar na sala, então meu irmão fez o favor de ser minha companhia durante os 90 minutos da partida.
Assisti a todos os jogos na filial global Sportv, mas ontem tinha a transmissão da rede Globo, a matriz. O gramado do Pacaembu ficou mais bonito e verde na Globo, aliás, tudo lá fica com um colorido mais intenso. Mas não caí em tentação e segui à risca minha bizarrice desportiva: acompanhei o jogo pelo Sportv mesmo, com narração do Milton Leite, mais simpático e engraçado do que o Cléber Machado.
O resultado da bizarrice não poderia ter sido melhor: o meu querido Cruzeiro, pela primeira vez, conquistava o campeonato de SP.
Comemorações à parte, ao ter a idéia de postar isso, me lembrei de um antigo post que fiz sobre a final da Superliga Masculina de Vôlei, em 2005, que a Globo também transmitiu a partida final. No post eu dizia que queria acreditar que a Globo estava dando visibilidade ao esporte mineiro que tanto é ignorado pela mídia. Mas, no fundo, sabia que aquela transmissão era mais para celebrar a aposentadoria do Nalbert, na época, jogador do Banespa. Enganada pela imagem mais colorida da Globo, acompanhei a partida pelo canal – ignorando a filial Sportv e minhas bizarrices desportivas – e a equipe do Minas Tênis perdeu.
Rememorando esse fato, fiquei me perguntando os motivos que levaram a matriz a trocar uma Xuxa pelo Cruzeiro. Seria o time do São Paulo? A cidade de São Paulo? O aniversário da cidade de São Paulo? A politicagem em São Paulo? O compromisso da emissora em valorizar todas as categorias do nosso esporte? Então, por que ter o direito de transmissão e só usa-lo para as finais das partidas?
Não selo aqui minha eterna fidelidade ao canal a cabo, mas devido a esses detalhes peculiares, eu prefiro ficar com minhas próprias bizarrices.

www.superesportes.com.br
Escrito por Rafaela Leal de Freitas às 16h23
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Resenha: “Tudo em Família” desperdiça elenco em narrativa mediana

Tinha tudo para ser um bom filme, mas o diretor Thomas Bezucha errou a mão. "Tudo em Família" (The Family Stone, 2005), além de previsível, chega a ser maçante em certos momentos.
A história gira em torno de Meredith Morton (Sarah Jessica Parker), uma bem sucedida executiva que pretende passar o Natal na casa do namorado Everett Stone (Dermot Mulroney) para conhecer a sua família. Meredith, no entanto, desperta a antipatia da maioria dos familiares e o pior, essa antipatia é recíproca.
Diante tal situação, Meredith pede a ajuda de sua irmã, Julie (Claire Danes), que para sua surpresa é super bem recebida e tratada na casa dos Stones, inclusive por Eeverett. O único que parece realmente se preocupar com Meredith é seu cunhado, Ben Stone (Luke Wilson).
O núcleo da família é a matriarca Sybil Stone (Diane Keaton) uma senhora bastante liberal que se orgulha do filho surdo Thad ser homossexual e acha engraçado quando seu outro filho, Ben, fica “doidão” com o pai. Mais conservadora do que Sybil, Meredith questiona essa política da nora revoltando-a.
Todos os membros da família Stone tinham ótimas histórias, porém, as situações demoram muito para se desenrolarem e são resolvidas rapidamente (e de uma maneira óbvia), desperdiçando boas cenas e um excelente elenco.
Sarah Jessica Parker, por exemplo, se limitou em ser uma "Carrie" menos determinada do que a de Sex in The City.
Mas o maior desperdiço foi da maravilhosa Diane Keaton. Se o diretor tivesse optado em conduzir a narrativa na perspectiva da matriarca interpretada por Keaton ao invés da nora Meredith, a história seria mais emocionante.
O filme não tem diálogos marcantes e o que deveria ser uma crítica ao conservadorismo norte-americano (homossexualismo e uso de drogas) acaba caindo no pastelão. Mesmo classificado como comédia, as cenas que deveriam ser cômicas não causam risos. O trunfo de “Tudo em família” é a carga dramática, conduzida pela história da personagem de Keaton.
Não é um filme ruim. Só desperdiçado. Talvez, se assistido durante as épocas natalinas, “Tudo em família” cause mais emoções e menos contestações.
“Tudo em família”
Ano de lançamento: 2005
Direção e roteiro: Thomas Bezucha
Duração: 102 minutos
Site Oficial: www.thefamilystonemovie.com
Escrito por Rafaela Leal de Freitas às 17h09
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Saddam no Youtube (e no Orkut)
O momento exato do enforcamento de Saddam Hussein não foi divulgado pela televisão - mas deixavam claro que existia a imagem, na terra de ninguém - a Internet. O primeiro site a disponibilizar "a execução - versão do diretor" foi o Globotube e, posteriormente, o Youtube.
Com certeza o vídeo de maior audiência do Youtube atualmente, mas duvido que batam os índices da Ciccarelli e o namorado (qual era mesmo o nome dele?) na Espanha.
Para quem se interessar, o vídeo (da morte de Saddam) pode ser visto aqui. Ou se quiserem ter mais trabalho, vão no Youtube e busquem "Saddam". Não tem erro.
O vídeo, assim como o softporno de Daniella Ciccareli, rapidamente virou disfarce de vírus no Orkut. Fica um alerta para os mais "distraídos" não clicarem em nenhum link estranho. Cliquem em qualquer um desse blog que é de confiança.. rs Ah, não vou escrever sobre o fato dos Estados Unidos terem apoiado Saddam outrora e que as armas químicas que não existem mais no Iraque foram um presente dos norte-americanos, nem vou pedir pena de morte pro Bush Junior. Esse é só mais um post sobre a programação do Youtube.

Escrito por Rafaela Leal de Freitas às 16h37
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MTV dá o tiro de misericórdia em seus telespectadores - Parte I

Hoje foi ao ar o último Disk MTV da história da TV. A emissora retirará, a partir de janeiro de 2007, os videoclipes de cena, durante o horário nobre.
Segundo o diretor de programação Zico Góes o os videoclipes não pertencem mais à televisão e sim à Internet. Paralelamente à essa decisão, a emissora musical lançou recentemente o Overdrive, uma espécie de Youtube contento o vasto acervo da emissora. A MTV aposta neste canal virtual para brigar diretamente com o Youtube.
É uma aposta perigosa, uma vez que, segundo um recente estudo, apenas 14,5% da população brasileira têm acesso a Internet, sendo 49,6% deste total, usuários de Dial-up (internet discada). Porém, segundo as más línguas, foi a única alternativa vista pela MTV para enfrentar uma crise de audiência. O canal PlayTV,( antiga Rede 21 que tem como um dos donos o Lulinha, filho do presidente) estaria à frente do Ibope, conquistando o público-alvo da MTV.
Fato é que a exibição de videoclipes limitada às madrugadas ou ao Overdrive foi o tiro de misericórdia que a emissora deu em seus telespectadores, que já acompanhavam a muito tempo o definho da emissora. Fica aqui uma pergunta. A MTV é mais uma vítima da contemporaneidade? Afinal, hoje em dia é chique falar da crise da pós-modernidade. Engraçado é pensar na morte dos meios de comunicação. Mas o rádio está aí, até hoje, e inclusive, é outra aposta da MTV para 2007 (uma rádio em São Paulo). Outra pergunta (a última). Será que a MTV não superaria essa crise investindo em informação e em apresentadores que conheciam (e gostavam) muito de música, como outrora?
Eu voltarei com esse assunto em outros posts! Aguardem!
Escrito por Rafaela Leal de Freitas às 23h55
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